Nos últimos anos, medicamentos como o Ozempic (semaglutida) ganharam enorme popularidade como “atalho” para o emagrecimento. Celebridades, influenciadores e até pacientes comuns passaram a divulgar resultados impressionantes de perda de peso rápida. Mas, por trás da promessa de silenciar a fome, existe uma questão pouco discutida: os riscos nutricionais e os impactos a longo prazo.
Como o Ozempic funciona?
O medicamento imita um hormônio chamado GLP-1, que reduz o apetite e retarda o esvaziamento do estômago. Isso faz com que a pessoa coma menos e, consequentemente, emagreça. O problema é que, ao cortar tanto a ingestão alimentar, o corpo deixa de receber nutrientes essenciais.
Riscos nutricionais associados
- Deficiência de proteínas: comum entre usuários que passam a se alimentar em quantidades mínimas, resultando em perda de massa magra.
- Carência de vitaminas e minerais: ferro, vitamina B12, cálcio e magnésio podem cair drasticamente, aumentando fadiga, queda de cabelo e enfraquecimento ósseo.
- Efeito sanfona: após a suspensão, sem reeducação alimentar, o ganho de peso pode ser ainda maior.
O papel da nutrição
Nutricionistas alertam que quem faz uso do medicamento deve ter acompanhamento nutricional rígido, priorizando proteínas de alto valor biológico, fibras e suplementação individualizada. Além disso, a adaptação alimentar é essencial para manter os resultados após o fim do uso.
Conclusão
Ozempic não é “milagre”. É uma ferramenta médica que precisa estar associada a mudanças reais de estilo de vida. Sem a nutrição adequada, o emagrecimento pode vir acompanhado de sérios prejuízos para a saúde.

